segunda-feira, 27 de outubro de 2014

O cantinho do Sul no Oeste da Bahia


Um lugar que não deixo de visitar toda vez que vou ao Oeste da Bahia, é um pequeno mercadinho chamado de Comercial Rio Grandense. É um pedacinho do Sul em Luis Eduardo Magalhães.


 ]Cueca Virada é o que mais trago na bagagem, um sucesso aqui em casa. Eta biscoitinho saboroso!!!


Pães artesanais feitos com fermento natural à base de batata.

         





Cucas deliciosas, de banana, doce de leite, coco, chocolate, abacaxi,  seja qual for o sabor é gostoso.
Viva as Cucas!!!!!





       

Doces de Leite, mel, melaço de cana, chimias de figo, maçã, uva, banana.......



                       

 Biscoitos amanteigados, de milho, de mel, de amendoim, de polvilho, com coberturas de açúcar.
Nem sei escolher qual o melhor!!!


Queijo Colonial, produzidos por pequenos produtores, todos certificados pelo SIM - Selo de Inspeção Municipal, através da Prefeitura Municipal, que autoriza a venda no Município.

          





Frutas frescas, deliciosas, perfumadas....


Claro que pinhão não falta por lá......

           

                                            Torresmos e Pururucas sequinhos....além dos famosos salames artesanais.


E tudo para fazer um bom chimarrão, ervas. cuias, bombas, garrafas térmicas especiais......


Nossas andanças pelo Oeste da Bahia, dessa vez visitando a Associação Caliandra



Caliandra é a flor símbolo do Cerrado, mesmo em meio a seca, ela desponta com toda sua beleza e esplendor.
Assim também é a Associação Caliandra - Artesanato do Cerrado e Agricultura Familiar, com sede no Assentamento Rio de Ondas, Vila 4, em Luís Eduardo Magalhães.
Visitamos, eu e Jairo,  a Associação Caliandra, com Riva Junior d Solon, moradores de LEM. 
D. Rosa, coordenadora da Caliandra, juntamente com Luzinete, uma das Associadas explicou como funciona o trabalho da instituição, que vem fazendo um trabalho de resgate da auto-estima de moradores da comunidade, buscando despertar em cada um o sentimento de preservação da natureza.  Reciclagem de banner, hashi e aparas de madeiras das madeireiras da Região é um desses trabalhos. Dos banner resultam lindas sacolas que são vendidas em feiras e supermercados. O hashi e aparas de madeiras, são reaproveitados na montagem de bio-jóias, que são confeccionadas com capim dourado e sementes coletadas pelas associadas da Caliandra.
Sementes de buriti, buritirana, jatobá, sucupira,  flamboiant, dentre outras,  são coletadas pela sócias da Caliandra, que com a consciência de preservação do Cerrado, plantam uma boa parte das sementes coletadas, garantindo assim a existência dessa natureza exuberante e generosa por muitos anos.
Isso é sustentabilidade.

E assim fomos conhecer de perto o trabalho da Associação Caliandra.





As surpresas que encontramos no Oeste da Bahia. 
A caminho do Assentamento Rio de Ondas,  tivemos gratas surpresas por onde passamos.  O rio com águas transparentes, em tons verdes, nos causa encantamento.....


O Buritizeiro, árvore com beleza especial, ofertando generosamente os seus frutos saboros ao povo do Cerrado, que sabiamente o consome em formas saborosas: sucos, doces, sorvetes, picolés e também como medicamento pois é considerado pela população como excelente vermífugo, cicatrizante e energético natural.  


A beleza da Caliandra, flor símbolo do cerrado brasileiro.
Em meio a seca que estava na Região Oeste, nos deparamos em vários pontos com o vermelho forte da Caliandra, mostrando toda a generosidade da natureza.


  E assim é por todo caminho, beleza, força e resistência da natureza...


Chegando no Assentamento Rio de Ondas, Vila I, a igrejinha singela de Santa Luzia, representando a fé do povo da Região.

                        

Paisagem simples, boa companhia, tudo para um dia feliz. Eu e Jairo, com a querida d. Rosa, presidente da Associação Caliandra e o amigo Riva, na ocasião diretor de turismo de Luis Eduardo Magalhães. Aproveitando para aprender com esses dois conhecedores do Cerrado.

     


      

Enfim chegamos na Associação Caliandra, para conhecer mais sobre esse fantástico projeto, que coloca em prática essa palavra tão utilizada no nosso tempo: "sustentabilidade".


                         

D. Rosa nos explica um dos trabalhos desenvolvido pela Associação Caliandra, que é a coleta dos baneres utilizados nos eventos da Região Oeste, que são transformados em sacolas pelas sócias da Caliandra. Uma parte das sacolas são adquiridas pela Prefeitura do Município, com os valores recebidos pela aplicação de multas a quem infringe as leis de proteção ao meio ambiente.


           

Outro trabalho desenvolvido pela Caliandra no Assentamento Rio de Ondas é a coleta de sementes do Cerrado, que depois são transformadas em biojóias, sendo uma das fontes de renda para as sócias da Caliandra.  A cada 100 sementes coletadas, 10 sementes permanecem no local, pois tem que ser replantadas, para garantir a preservação do Cerrado. Pequenas sobras de madeiras recolhidas nas madeireiras e hashis descartados pelos restaurantes de comida japonesa, também são reaproveitados na confecção das biojóias.

    


Sementes de buriti, buritirana, jatobá, flaboyant, são usadas para fazer biojóias que já circulam por vários Estados e até por outros países.


D. Rosa uma guerreira no Cerrado, transformando a vida de várias famílias da Região.